A Lua

Tão bela que me envolve, em um pequeno toque de seu.

Brilhar, que é tão inesquecível de uma noite, que se passa.

Em segundos, e me faz viver o eterno, que em instantes vem-se

Ao encontro dos infermos sofrimentos, que deslocam apenas

Um amor pobre e pequeno que pra mim são desejos de criança.

 

Quero o teu abraço, o viver, seu intenso, sua infelicidade, tristesa

E humildade que se vive o dia-a-dia. Isso não é para muitos, é para

Poucos, que sentem o ouvir de minha música sussurando em seu

Ouvido como o seu ninar, que lhe enche de amor e nos encontra

Em instantes em nosso interno, que se vêem em olhos de labirintos

Que nunca sofrem, se amam.

 

Ela eu, os eus, que vivem os teus, que sentem o que é amar, amor e

Viver, encontros eternos, nunca se vão, se beijam! E que se dispersam

Ao dia, e se revêem no fim do dia, ao anoitecer! Ela me ama, e eu sofro

Com tua partida, é dia. Trabalho, trabalho e trabalho… faço em, e por ti.

E aquele pobre recanto vê-nos amando… Chega o medo, medos, e

Amores.

 

Ela agora me odeia, e eu escrevo em constantes “invariáveis” para ti.

Para ela, se foi, e para mim a lembrança, maldita lua. Me amou e usou,

Agora sofro em meu peito pequeno, no interno, a dor do coração

Deslacerado pelo vendo do amor… Ela sabe me bater com “letras”.

 

 

                                                          Ilber Rocha de Oliveira 

 

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